Ausência de abstração.

O preto, a cor ténue ou não.
Os cinzas.
Lucidez nos sentidos.
Confronto com o real.

O preto, a cor ténue ou não.
Os cinzas.
Lucidez nos sentidos.
Confronto com o real.

Estende-se na praia.
Um ciclo eterno de ímpeto e retiro.
Regressa a si, em paz, com certeza.
O cenário já não é o mesmo.

Parada
olhava – o
O que viria a seguir ?
Despedida,
fuga?
O t e m p o p a s s a …
A ânsia corre-lhe nas veias
Quer mais.
E…
E ainda assim
está
presa

Esta Imagem poderá ter as mais variadíssimas interpretações, dependendo de quem a vê. Isso é mais do que óbvio.
Ao meu ver, integra-nos como Seres do Todo, em que o Todo Estático e o Humano se entrelaçam formando, ainda que de forma singela, o modus operandi de estar Vivo. Alguns diriam que se poderia passar em qualquer lugar. Não, é em Portugal, como alguns elementos o fazem denotar.
Estou Grato por isso.

As Flores!!
Naquela noite fumei. Não me lembro do teu cheiro.
Faltava pouco para a Primavera.
O teu Olhar…
As Flores!!
Não lhes senti a fragrância,
a sua singela forma ao vento.
As tuas mãos tremulas.
Presente em mim permanece,
intenso inquietante o
Teu
Olhar.
Paz escrita com letra grande tem certamente a ver com desapego, com o liberar. O processo de aceitação que somos Seres feitos do nosso passado, mas a qual existência só acontece no presente é o modo “simples” de realizar a vida.
Viver. Viver é, estar Livre, daí o apego condicionar.
Se ao encontrarmo-nos connosco, com a Vida, formos Seres capazes, Seres em que a cada momento Somos, é certamente certo Que o Esplendido ocorra. A Vida faz-se do que realizamos, muito mais do que entregamos.
Entregar Livremente, sem condicionantes, sem entraves, é Paz certamente.
